Vou-me embora para Pasárgada. Lá sou amigo do rei. Manuel Bandeira

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Na falta de alguém com quem conversar

Nada mais do que eu tento escrever faz sentido. É sempre tudo a mesma coisa. É sempre o sofrimento besta de quem não tem coragem de botar os pingos nos is, de mostram quem é que manda na minha vida, de mostrar que não adianta essa prisão, isso só vai me tornar mais revoltada. Tenho vontade de chorar, raivar por não ter coragem. Quero gritar até ficar louca. Quero te ter aqui perto de mim e te dar um beijo de novo, mesmo que eu tenha te visto em uma noite apenas. Quem disse que paixão é uma coisa boa? É uma merda, isso sim. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quando paro pra pensar que quero escrever algo, também penso que faz tempo que não sinto vontade de escrever. Houve um tempo em que tudo por dentro doía e eu escrevia todos os dias sobre o amar e não ser amada. Hoje isso não existe mais. O medo continua, escondido em algum lugar que nem eu sei direito onde. E eu tenho um medo maior que esse, que é o de despertar esse medo escondido. Ainda não consegui entender porque dizem que amar é tão bom.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

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I hate my social life that doesn't exists. I hate the friends I don't have. Hate the attention I don't get. Hate being spoiled without reason to be. t
I'm hating my life right now.
The only thing I love is my job. I need to be there, because I need to be good at something.
Maybe this time I get it. Who knows?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

How insensitive I must have seemed when she told me that she loved me

Então, meu bem, você diz que eu sou entendida e inteligente, mas você não sabe de nada. É esse jeito que eu tenho de me fazer de entendida de tudo e de todos, mas apenas passo pelo mundo imitando e reproduzindo conhecimentos de senso comum.
Você não me conhece, nadica de nada. Não sabe que no fundo tudo o que eu tenho de mim mesma são os meus medos, as minhas falsas expectativas e as minhas frustrações. Sou toda isso. Sou toda essas coisas que as pessoas não querem nunca.
Não sabe que eu nunca tenho nada a dizer, nem nada a acrescentar e não sou boa em nada.
Nada. Não tenho nada a oferecer a ninguém. Nem as minhas lágrimas, porque elas já não existem mais, secaram.
Posso, às vezes, tentar me passar por insensível, mas é apenas porque não suporto a dor de ser nada, de não ter a atenção que eu quero.
E eu sou mulher, sim.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Desperation made a fool of me

As coisas parecem tanto do jeito que elas não deveriam ser. Eu digo, as coisas são do jeito que elas não deveriam ser. O mundo seria tão bom se ele fosse apenas mundo. E eu não me acostumo com esse mundo cão. Onde quem tem tudo acha que não tem nada e quer ter justamente aquilo que não tem e não dá pra comprar. E quem não tem nada quer ter apenas onde cair morto. O que não deve demorar nos dias de hoje.
In heaven everything is fine. You've got your good things and I got mine, já diziam os Pixies.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Adapte-me ao seu Ne Me Quite Pas

Aquela coisa toda de expectativa, que passou pela minha cabeça quando estava longe de você. De repente, em uma conversa rápida pelo computador - ele mesmo, o vilão - tudo o que eu havia pensado de nós em quase três semanas pareceu cair por terra.
Eu nunca vou ser uma dessas meninas perfeitinhas que todos os caras gostam.
E os que gostam de meninas sem-graça demoram a dar as caras.
Só queria saber porque eu me preocupo tanto com isso.



















Rapte-me, Camaleoa - Caetano Veloso

domingo, 12 de dezembro de 2010

Vamos a jugar bola na playa

Eu costumava escrever coisas legais aqui. Mas de repente eu só escrevo lamúrios. E a minha vida nem tá tão ruim assim. Apesar do mau-humor crescente, acho que estou me encontrando.
Queria não escrever tanto sobre mim. Não desse jeito.
Mas, enfim.















Pixies